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Auto-estima e relações familiares

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Quando se fala em auto-estima deve ser levada em conta não só a perceção do valor que os pais/cuidadores dão às experiências das crianças, mas também no reconhecimento destas relativamente às suas fraquezas. É importante que o indivíduo tenha consciência das suas vulnerabilidades e dos recursos que possui para as ultrapassar. Os pais/cuidadores têm um papel crucial, de forma a mostrar à criança o melhor caminho a seguir e incentivá-la a superar os obstáculos, valorizando sempre o seu esforço. Um estudo recente com o objetivo de compreender os efeitos das relações parentais na auto-estima da criança, mostra a importância da coesão familiar no desenvolvimento da mesma. A coesão familiar resulta do tempo que os membros da família passam em conjunto, a qualidade da sua comunicação e a forma segundo a qual as crianças influenciaram a família nas suas decisões. Este estudo mostra, assim, a importância das relações familiares nesta dimensão da personalidade.
Concluímos que o sentimento de confiança é de extrema importância para a relação familiar, para conseguir transmitir à criança/adolescente, é necessário que os pais sintam, eles próprios, esta confiança, em primeiro como indivíduos e, depois, como pais. Verificando-se, desta forma, que o sentimento de auto-estima está intrinsecamente ligado ao valor pessoal dos pais/cuidadores.
O sentimento de segurança das crianças é uma necessidade básica que os pais devem ter em especial atenção, podendo este ser afetado por fatores externos ou internos à família. A falta deste sentimento, numa criança, pode levar ao desenvolvimento de baixa auto-estima, incapacidade de relacionamentos e problemas de comportamento, tal como a delinquência. Tão importante como o sentimento de segurança é a identificação com os pais. Esta identificação consiste numa auto-perceção do indivíduo como alguém semelhante aos seus pais, o que promove a adopção de comportamentos semelhantes aos dos pais, através de motivação para agradar aos pais e aprendizagem observacional. A auto-estima dos rapazes adolescentes apresenta uma correlação positiva significativa com a identificação parental. O mesmo acontece com as raparigas, embora neste ponto a auto-estima esteja tão dependente da identificação como da aceitação. Conclui-se assim, a partir do referido, que a identificação com um pai que não promove a aceitação, mas a rejeição, traduz-se numa propensão para baixa auto-estima, embora isto aconteça mais nas raparigas do que nos rapazes.

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