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Conferência nacional “On The Red Box” 2017 no Porto

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No passado dia 22 de Abril, decorreu a 6° Conferência Nacional do Projecto “On the Red Box” promovido pela Igreja Pentecostal MI.
A revista Alphamagazine teve a oportunidade de assistir a esta forma tão distinta de evangelização criativa capaz de atrair multidões.
Desta forma, fomos conhecer os bastidores desta “red box” na tentativa de desvendar esta realidade, falando com alguns dos protagonistas envolvidos.

Pedro Amaral

Pedro Amaral
International Church Madrid
Daniel Albuquerque- Ouvi dizer que na tua igreja existe um espaço designado: “Sala de oração” específica para a realização de determinados projetos. Poderias esclarecer-nos sobre este tópico?
Pedro Amaral- A sala de oração que temos em Madrid está relacionada com o projeto “On the Red Box”. Antes de irmos para a rua evangelizar, vamos para essa sala e passamos um determinado tempo a orar e a interceder pelas pessoas que iremos encontrar nas ruas. E esse é o nosso objetivo, ou seja, que a palavra de Deus possa chegar ao coração de cada um deles.
D.A.- Como aconteceu o processo de conhecer este projeto e de te juntares ao mesmo?
P.A.- Este processo aconteceu quando saí do seminário. Eu tenho uma amiga que estudou comigo no seminário e me convidou para participar numa semana chamada 24/7, que consiste em, durante uma semana se fazer oração e intercessão pelo louvor e foi o meu primeiro contacto com “On the Red Box”. Na verdade, o Espírito de Deus me tocou para estar nessa sala e eu amo e passo horas nesse espaço.
D.A.- Neste momento qual é a tua posição no projeto “On the Red Box”?
P.A.- Eu faço parte do grupo de líderes responsáveis da caixa vermelha. Posso afirmar que trabalho, praticamente, a tempo inteiro neste projeto onde nos reunimos na sede principal para desenvolver o trabalho que queremos levar para as ruas.
D.A.- Relativamente ao evento que decorreu hoje, fala-nos um pouco do que se passou e do que sentiste.
P.A.- Hoje foi surpreendente ver a quantidade de pessoas que têm esse desejo no coração de aprender, de conhecer o evangelho e querer colocar em prática nas ruas com as famílias e com as pessoas. Falar de Deus, falar do que Cristo fez na nossa vida, A minha percepção foi que hoje vidas foram transformadas através do evangelismo e este é o nosso desejo, que em cada workshop, vidas sejam transformadas.

Ana Paiva

Ana Paiva
Assembleia de Deus, Sor
Daniel Albuquerque- Quando ouviste falar deste projeto “On the Red Box”?
Ana Paiva- Ouvi falar deste projeto à cerca de cinco anos em Coimbra.
D.A.- Foi na tua igreja que tomaste conhecimento deste projeto ou através de outro meio?
A.P.- Um dos líderes responsável pelo evangelismo esteve na nossa igreja e falaram sobre este projeto e foi assim -que o conhecemos.
D.A.- Quando sentiste que também gostarias de fazer parte do mesmo?
A.P.- Foi logo no início, da primeira vez que vi alguém fazer percebi que era isto que eu queria fazer.
D.A.- Então quer dizer que à cinco anos atrás tiveste a tua formação e em que parte do projeto, digamos, te encaixaste?
A.P.- No início tive uma formação e esta é transversal, ou seja, primeiro tive a formação através do testemunho, depois pregação e algumas pessoas também podem cantar na rua, se tiverem esse talento. Então nessa altura, comecei por dar testemunho na rua, depois o líder perguntou se eu gostaria de pregar e, entretanto, neste momento já tinha acabado a certificação. Normalmente o que eu fazia mais era pregar, mas servia nas duas áreas, seja pregar como testemunhar.
D.A.- Neste momento qual é o teu lugar na “On the Red Box”?
A.P.- Neste momento estou a começar uma “nova caixa vermelha”, num sítio chamado Sor, estou a constituir uma equipa e a tentar formá-la como líder.
D.A.- Tivemos a oportunidade de te ver a receber a tua caixa vermelha. Como foi a sensação?
A.P.- Foi uma sensação muito boa. Foi algo inesperado para mim. Nunca pensei em sair da cidade onde estava, Coimbra, para fazer outra equipa. Por isso foi um marco muito especial para mim.

Samuel Pires

Samuel Pires
Assembleia de Deus, Leiria
Daniel Albuquerque- Qual é a tua posição no projeto “On the Red Box”?
Samuel Pires- Eu sou o Diretor nacional, Coordenador e Supervisor das equipas em Portugal.
D.A.- Voltando atrás no tempo, como tomaste conhecimento deste projeto e como tiveste a certeza que o teu lugar era ali?
S.P.- Conheci este projeto em 2010 mas não fui eu que o descobri mas o meu Pastor na altura e eu era um dos coordenadores da equipa de evangelismo na minha igreja e nós sentimos a necessidade de chegar de uma forma mais objetiva às pessoas. O meu Pastor tinha estado em Espanha quando viu toda a apresentação do projeto “On the Red Box” e, imediatamente, disse que este seria um trabalho muito interessante para desenvolver na nossa igreja. Eu procurei conhecer mais. Estive nesse mesmo ano, em 2010, na primeira conferência europeia e, foi aí, depois de conhecer e perceber o sentimento que eu já compartilhava à muito tempo que percebi que este era o caminho que nós queríamos para o trabalho que gostaríamos de fazer nas ruas da cidade onde eu estava.
D.A.- Nesse momento, integraste-te em Espanha ou em Portugal?
S.P.- Comecei em Portugal, ou seja, recebi o treinamento em Espanha e depois iniciamos na cidade onde na altura residia, em Coimbra, e aí começamos a trabalhar regularmente, a ir para as ruas da Praça principal, testemunhando, pregando e falando às pessoas.
D.A.- Desde que recebeste a formação e integraste a equipa, qual foi o processo para chegar à posição onde te encontras agora no projeto?
S.P.- Sendo a primeira equipa e a liderança internacional conhecendo-me, tendo em conta o novo relacionamento que começamos a ter e, principalmente, conhecendo o meu sentimento, perceberam claramente a minha paixão pelo evangelismo e pela necessidade deste país ser impactado pelo evangelho de uma forma clara, nas ruas, havia o sentimento certo para essa posição.
D.A.- Ouvi dizer que futuramente irá ocorrer uma alteração no desenvolver das pessoas dentro do projeto, ou seja, a entrega da caixa já não vai ser como era. Por outro lado, estão a oferecer formação gratuita através do vosso site. Como é que isso se vai processar?
S.P.- A formação sempre foi gratuita. Houve uma altura em que tentamos perceber se seria ou não grátis mas percebemos que é algo que as pessoas e as igrejas necessitam com urgência. A caixa não vai ser entregue pela dimensão da quantidade de caixas que existem neste momento. São cerca de 60 equipas em 14 países que torna-se algo quase impraticável. Nós entregamos o esquema, ou seja, o modelo arquitetónico que nós criamos da caixa para poderem fazer exatamente uma igual para o seu país. O processo é diferente mas a caixa existe e nós podemos na mesma fazer a oficialização, como equipa, da “red box”.
D.A.- Este género de eventos acontecem com que frequência e qual é a finalidade dos mesmos?
S.P.- Nós estamos a fazê-lo, a nível nacional, todos os anos, uma vez por ano. Fazemos também uma conferência europeia, normalmente em Setembro e outra conferência em Maio, na América do Sul, ou seja, têm sido realizadas as conferência em regiões de maior dimensão. Em Portugal, pelo número de equipas e pelo desejo de crescimento e para desafiar os outros, temos feito esta conferência no sentido de, primeiro continuar a motivar os líderes, animá-los e ouvir os testemunhos de cada um de nós mas, também, para desafiar outros que foram vendo e ouvindo aquilo que temos estado a fazer.
D.A.- Quantas caixas existem neste momento em Portugal?
S.P.- Neste momento existem seis caixas em: Braga, Porto, Coimbra, Cantanhede, Sor e Leiria.
D.A.- Qual é o objetivo de caixas a atingir em Portugal?
S.P.- O desafio dado pelo nosso diretor seria podermos chegar às dez caixas, durante este ano, ano e meio.
D.A.- A nível de projetos futuros relacionados com “On the Red Box”? Existe algo planeado?
S.P.- Neste momento o que queremos é fortalecer as equipas que temos. Ajudá-las a compreender a importância que “On the Red Box” tem em termos de treinamento e a compreensão que este projeto não está desassociado da Igreja mas é cada vez mais uma ferramenta para igreja. É isso que nós queremos fazer entender. A maioria dos elementos são pastores de igrejas ou então pessoas indicadas pela própria liderança da igreja. O nosso papel é ajudar as pessoas e os pastores a perceber que nós podemos ser uma “ferramenta”, em termos de treinamento para as suas igrejas, de uma forma económica e sem grande logística a não ser o evangelho.
D.A.- Para finalizar, algumas palavras para encorajar as pessoas a querer fazer parte deste projeto.
S.P.- Que cada um possa compreender o valor da cruz na sua vida. Compreendendo o valor da cruz, o valor que ela teve, o seu poder e impacto, garantidamente vão entender que precisam de partilhá-lo e se o fizerem com paixão, certamente as pessoas irão ser tocadas e transformadas pelo poder da mensagem da cruz, que é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê.

Rúben Santos

Rubén Santos
Porto
Daniel Albuquerque- O evento de hoje ocorreu pela primeira vez no Porto certo?
Rubén – É verdade, foi a primeira vez aqui na zona do Porto, habitualmente era na zona de Coimbra e este ano tivemos o privilégio de receber este evento. Tem sido desde manhã cedo um tempo muito bom na presença de Deus, um tempo de ensino e um tempo de desafio. Eu acredito que todas estas pessoas novas que vieram à conferência pela primeira vez estão a ser tocadas e não vão olhar para o evangelismo da mesma maneira que olhavam antes. Acredito que a partir de hoje e a partir desta conferência, estas pessoas vão ter uma nova visão, vão olhar de maneira diferente, vão observar de maneira diferente, vão agir de maneira diferente e acredito que brevemente, muitas dessas pessoas também estarão em cima de uma caixa vermelha a testemunhar, a pregar, a levar o evangelho de Jesus Cristo aos perdidos.
D.A.- O futuro para a “On the Red Box” Porto?
R.- O futuro… eu tenho alguns sonhos e gostava que esses sonhos fossem os sonhos de Deus também. Um dos meus sonhos é conseguirmos ter uma equipa que nos permita dividirmo-nos por todos os dias da semana, talvez excetuando o domingo porque é dia principal de culto nas igrejas mas de segunda a sábado, à semelhança daquilo que se faz em Madrid, que nós aqui no Porto também o possamos fazer. Precisamos de mais pessoas, mais igrejas envolvidas. Mais gente com paixão, com a fogueira do evangelismo a arder dentro do seu coração para que se possam juntar a nós aqui na rua e possamos juntos pregar o evangelho de Jesus Cristo que nos une a todos.

Daniel West

Daniel West
Assembleia de Deus, Espanha
Daniel Albuquerque- Qual a sua posição no projeto “On the Red Box”?
Daniel West- Eu sou o Vice-diretor.
D.A.- O que sentiu para querer fazer parte deste projeto?
D.W.- Tudo começou à quinze anos atrás, na baixa de Madrid com duas pessoas a distribuir panfletos e foi interessante porque estava lá um grupo de cristãos que ao passar por estas duas pessoas perguntaram o que elas estavam a fazer. Elas explicaram e imediatamente o grupo disse que gostava de ajudar. Estas duas pessoas, entusiasmadas, disseram para elas voltarem na semana seguinte que teriam mais panfletos e assim todos poderiam evangelizar em conjunto e assim aconteceu. Eles voltaram na semana seguinte e todos começaram a distribuir panfletos. Isto acontecia uma vez por semana. Durante esse tempo, enquanto estavam a fazer a distribuição de panfletos às pessoas, começou a juntar-se muita gente e um destes cristãos reparou que estavam muitas pessoas paradas somente a olhar. Então ele pegou numa grade de cerveja, virou-a ao contrário, pôs-se em cima dela e começou a pregar. Este foi basicamente o começo do conceito “On the Red Box”. Vimos Deus a operar coisas maravilhosas através desta forma ilustrada de evangelizar nas ruas. Desta maneira, Deus começou a trazer outras pessoas da Europa que vinham ter connosco e pediam a nossa ajuda. Assim, começamos a formar outras equipas da “On the Red Box” por toda a Europa. Em todo o mundo temos 60 equipas Red Box. É algo maravilhoso.
D.A.- Em que países têm a Red Box?
D.W.- Vejamos, na Europa, nomeadamente Espanha temos 15 ou 16 e em Portugal temos 5 ou 6. Temos, também, na República Checa, Alemanha, Suíça, Noruega, Suécia e Inglaterra. Todos estes sítios têm a Red Box. Temos também na América Latina: no Equador, Perú, Colômbia, México, temos muitas no México. Temos uma nos Estados Unidos e uma na Costa Rica. Temos por toda a América Latina.
D.A.- Projetos futuros? Sonhos para “On the Red Box”?
D.W.- Bem, eu costumo dizer às pessoas que quando começamos nada disto estava planeado. Não planeamos ter 60 Red Box espalhadas pelo mundo todo. Foi algo que Deus fez. Uma coisa da qual eu tenho certeza é que Jesus vai voltar em breve e Ele vai voltar para vir buscar uma igreja que trabalha. Portanto o que Ele quer fazer é levantar evangelistas dentro das congregações. Nós olhamos para as congregações em Portugal e vemos que todas elas têm um Pastor mas eu acredito que algumas, dessas mesmas congregações, têm também evangelistas e nos dias que correm, Ele está a levantar evangelistas nas igrejas. Não seria fantástico se, em cada igreja, existisse uma equipa de 5 pessoas, dispostas a ir evangelizar para as ruas, levantar as suas vozes e partilhar a sua fé? O que aconteceria em Portugal se cada igreja evangélica fizesse isso? Isso iria mudar a Igreja. Eu acredito que Deus está a levantar essas pessoas e estamos a ver coisas fantásticas a acontecer. Uma das coisas que eu gostaria de dizer que torna, provavelmente, este ministério diferente dos outros é que existem duas coisas, nas quais, colocamos muito ênfase no nosso ministério. Primeiro, nós usamos a lei no evangelismo, usamos os dez mandamentos porque isso descreve o que é o pecado e quando nós descrevemos o que é o pecado, então chega a convicção. Quando chega a convicção, as pessoas arrependem-se e quando elas se arrependem, a salvação pode chegar que é o nosso objetivo principal. Obviamente, a única forma da salvação chegar é através da lei, ou seja, usando a lei e a cruz. A segunda coisa é que nós colocamos realmente muito ênfase na cruz. Falamos que as pessoas podem estar acorrentadas aos seus pecados mas que podem ser libertas. Estavam mortas no pecado mas podem voltar à vida.

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